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Em 12 de Dezembro de 2017, Christina Perri finalmente se casou com Paul Costabile após ficar noiva dele em 22 de Junho de 2017. O casamento foi bem reservado, contou com a presença de alguns familiares do Paul e uma amizade antiga da Christina. O site da People fez uma matéria sobre o casamento, confira as fotos divulgadas pelo casal e a tradução abaixo.

Eles acabaram de dizer os seus “Eu aceito” e agora, Christina Perri e seu marido Paul Costabile mal podem esperar para dizer olá para seu primeiro filho(a).
Uma vez que os recém-casados revelaram seu noivado em Junho, eles também compartilharam notícias sobre a gravidez em outubro, Costabile anunciou que ele será o apresentador da última versão do clássico game show Beat the Clock na Universal Kids.
É louco. Eu nunca teria pensado que eu começaria um novo ano como um recém marido, recém pai com um novo programa para crianças. É como se tudo fosse um grande sonho, tudo junto, é muito legal,” Costabile, 30 anos, contou exclusivamente para a People.
E a medida que o casal se prepara para receber o bebê, eles escolheram não saber o sexo da criança até o nascimento.
Estamo(mantendo secreto o sexo), mas também é um segredo para nós,” Costabile revelou. “Somos almas antigas, velha guarda. Em um mundo com muita tecnologia, decidimos apenas esperar e ver o que acontece porque gostariamos de nos surpreender no dia. Tem sido uma espera excitante.
Mas uma coisa que os pais sabem é que o nome dele ou dela terá uma influencia italiana.
Nós dois falamos italiano e nós amamos sermos italianos. Ambas as nossas famílias são da Itália, então definitivamente é uma grande parte de nós e da nossa família, independentemente,” Costabile fala sobre o nome da criança. “Não importa o nome, não importa o que, nós diremos bambino e bravo na nossa mesa de jantar“.


FOTOS PESSOAIS • PERSONAL PHOTOS > CASAMENTO EM NY| 12 DEZEMBRO 2017

Fonte| Tradução: Fernanda Billerbeck

No ínicio de 2016, Christina Perri participou do projeto “What’s Underneath”, que em português significa “O que está por baixo”. Elisa e Lily são mãe e filha e as líderes do projeto, um movimento que capacita as pessoas a aceitar e expressar seu verdadeiro eu. Nesse projeto as pessoas escolhidas são filmadas enquanto respondem perguntas sobre sua vida e etc, e ao mesmo tempo elas se despem de algumas peças de roupas. O vídeo foi divulgado em Abril de 2017, em um app de mídia, e no dia 1 de Janeiro de 2018, Elisa e Lily publicaram o episódio com Perri em seu canal no YouTube. Confira a transcrição do vídeo abaixo.

Nós pedimos às pessoas que participassem de um projeto no qual eles removem suas roupas… para honrar que o estilo, não é a roupa que você usa. É o que está por baixo.
Christina Perri: Agora que estou um pouco mais velha, isso é menos sobre minha aparência, como meu corpo se parece, é mais sobre como minhas canções soam, o que as pessoas pensam. Tipo, sempre há aquele caminho, você sabe, de julgamentos constantes. Mas eu estou dando meu melhor agora, para me rebelar contra o mundo, você sabe, perfeccionismo, como snapchat e instagram, esse mundo todo onde todo mundo é perfeito o tempo todo. Eu tento apenas ser legal e acho que eu cresci nisso e acho que levou um tempinho.

VOCÊ PODE TIRAR ALGUMA COISA. TALVEZ SUA BOLSA

Christina Perri: Ótimo.

OH NÃO, VOCÊ PODE DEIXAR AI NO CHÃO.

CP: Quando eu estava na louca bolha dos meus seis anos em tunê tudo estava meio embassado, isso teeminou em outubro do ano passado e eu lembro de dizer a mim mesma…

ATÉ OUTUBRO VOCÊ ESTEVE EM TURNÊ POR 6 ANOS?
CP: Sim. Fiz 18 turnês. Bom, eu parei e gravei álbuns, mas foi como um álbum grande. Eu tipo, cheguei em casa e deitei no chão e chorei por um mês.
Quando Jar of Hearts foi lançado, quero dizer, eu era garçonete por 9 anos. Eu não tinha dinheiro. Eu tinha paenas uma página no Myspace e músicas no Youtube. Não tinha visualizações, sem ouvintes.
Eu simplesmente não estava no mundo. Isso era apenas para mim e meus amigos, e então eu tinha essa amiga, que eu gosto de chamar de fada madrinha e seu nome é Keltie.
Em 2009, nos falamos no telefone, e era Dezembro de 2009 e eu disse “acho que vou ficar em Philly. Estou em L.A por 4 anos e nada está acontecendo” e ela “você não tocou nenhuma vez. Você não quer fazer isso?” e eu “não, talvez eu devesse escrever músicas para outras pessoas. Eu não quero tocar em shows. Não posso. Não consigo fazer isso.” Eu tinha muito medo. É engraçado, porque essa continua sendo minha reação. As pessoas dizem “hora do show” e eu tipo “ugh”, mas eu vou. Alguma coisa mudou em mim,  meus pés apenas me levam.

Minha melhor amiga disse, “o lance é o seguinte, estou indo para Los Angeles e vou gerenciar você.” e eu disse “ok, bom eu tenho 3 empregos, então boa sorte.”
Ela não estava fazedo nada, apenas relaxando e tentando reservar noites de microfone aberto e eu estava: “não faça isso.”
VOCÊ SIMPLESMENTE NÃO APARECEU?
CP: Não. Eu cancelei todas ás vezes, tipo, eu não quero. Exceto uma vez.
As pessoas não sabem disso, mas uma vez, Keltie reservou uma noite de microfone aberto e eu fui, e eu estava surtando o caminho todo até lá e vomitei duas vezes. Essa é a noite de microfone aberto. Eu entrei e tinham 4 pessoas e era um show de comédia para homens. Eu subi e cantei Jar of Hearts e eu estava tipo “ai meu deus, isso não está acontecendo.” Não era uma noite musical de microfone aberto, era um show de comedia com microfone aberto, e eu estava lá *cantarola jar of hearts*.
Eu estava tipo “nunca faça isso de novo”, fiquei tão traumatizada por isso. Então tentei demitir a Keltie e ela “você não pode me demitir, você nem me contratou”.

E nós escrevemos uma carta para o universo que dizia que todos nossos sonhos e desejos para aquele ano e eu só estou dizendo isso porque acho que é importante. Ela me fez sentar ao telefone com ela e escrever isso, com caneta e papel e dizer “querido universo”. E então, “número um, parar de fumar. Número dois, tocar 3 shows. Número três, conhecer Jason Mraz. Número quatro, assinar com uma gravadora e número cinco, me aquecer nos raios de luz mágicos e motivacionais da Keltie.

Avançando rápido, em 29 de Janeiro de 2010, ela estava tipo “Ah meu Deus, eu acabei de terminar com esse cara e eu preciso que você venha e toque minha música favorita.” Ela é minha unica fã. Keltie é a única que conhece minhas músicas. Então eu tinha acabado de chegar em casa e estava tipo, “Keltie, estou muito cansada. Já estou de pijamas. Não, não posso.” E ela, “eu mudei meus móveis de lugar, tem velas acesas.” E eu, “Ok, você é minha melhor amiga. Claro.”
Ela tem um banquinho no canto, ela me colocou ali, colocou um boina na minha cabeça e eu sentei la e toquei sua música favorita, e ela fez essa dança lírica e emocioanal, em torno…
É JAR OF HEARTS?
CP: Não, é “Black and Blue”. E essa é a parte de história onde uma pequena estrela da Disney foi atirado em nós e nós não sabíamos porque eu acordei naquela manhã com uma mensagem no meu facebook de um cara chamado Tom, e ele disse, “Hey, acabei de ver um vídeo de você tocando uma música com uma garota dançando e remexendo no seu youtube eu gostei das suas músicas. Você tem um empresário? Eu sou empresário do Jason Mraz.”
Então, eu surtei. Acho que Keltie podia me ouvir gritando da minha casa. Eu encontrei esses empresários e eles estavam tipo, “Bom, você sabe, deixe-nos coloca-lá em um estúdio e fazer uma demo.”
Eu mandei um e-mail para a Keltie e disse, “Hey, melhor amiga, olhe o que eu acabei de fazer. Não mostre a ninguém.” E ela disse, “Ok, legal. Adorei isso.”

Então imediatamente ela mandou um e-mail para Stacey Tookey, ela é a coreógrafa do “So You Think You Can Dance.”
Foi tipo, “Talvez um dia você possa tocar essa música no seu programa.” E Stacey disse, “Que tal Quarta- Feira?”
E isso foi 8 da noite, em 30 de Junho de 2010. Eu fui a este programa, eu tirei a noite de folga no trabalho, fiz meu cabelo e sentei em uma das últimas fileiras do estúdio e eu estava vendo aquilo acontecer. Keltie estava soluçando e eu tipo “Uau, eu soo tão alto.” Eu nunca tinha me escutado tão alto. E quando eu sai de lá, minha vida toda tinha mudado.

220,000 pessoas compraram a música. Foi ao topo dos charts. Nove gravadoras me procuraram. Eu nunca fui garçonete de novo. Eu assinei um contrato.
Então em 26 de Julho de 2010…
SEIS MESES DEPOIS DE FAZER SUA LISTA DE DESEJOS.
CP: Tudo se tornou realidade.
UAU
ENTÃO, NESSE PONTO, VOCÊ SABIA QUE TERIA QUE SUPERAR SEU MEDO DO PALCOM PORQUE APENAS HOUVE MUITA PRESSÃO?
CP: Provavelmente está 1% melhor que 2010. Sendo realista, eu gostaria que fosse muito mais, mas eu estou fingindo. No segundo que acordo em um dia de show, eu fico mal o dia todo. Meu estômago e então eu tenho problemas pra comer. Eu tenho que beber smoothies. Eu não posso mastigar alimentos. Tipo, isso é ruim.
Eu pensei que não poderia fazer isso.
Continuei pensando, quando isso aconteceu, que eles tinha escolhido a garota errada. Não era para ser eu. Era como se eu tivesse sido “catapultada”, você sabe, para a lua. Isso simplesmente não parecia real. Nada daquilo era real.
O adiantamento foi como dinheiro do jogo Monopoly, e eu estava tipo, “O que?”
Eu tinha $5,26 na minha conta bancária, quando eu recebi meu adiantamento. Eu me lembro de estar em um almoço com a Keltie. Ela estava tipo, “Eu pago por isso de novo como eu tenho feito por nossa amizade inteira?” E eu, “Provavelmente. Espere um momento. Estou recebendo meu contrato de gravação hoje.”
Então eu estava sentada com ela quando eu olhei para meu celular e dizia o balanço da minha conta, e foi o mais louco número que ja tinha visto na minha vida. Eu estava tipo “Vou comprar seu almoço para sempre.”
O tempo todo minha vida estava virando de cabeça para baixo e foi tão caótico, como um redemoínho, literalmente.
Eu tambem estava tentando ter 23 e então 24 e então 25 e tive meu coração partido. Tipo, isso foi pesado, quando cheguei em casa em Outubro, literalmente, eu estava, “O que acabou de acontecer?”

ENTÃO QUANDO VOCÊ DISSE MAIS CEDO, QUE OS ÚLTIMOS SEIS ANOS FORAM TRAUMÁTICOS DE VÁRIAS MANEIRAS VOCÊ PRATICAMENTE JÁ EXPLICA ISSO OU HÁ ALGUMA COISA MAIS ESPECÍFICA DO QUE APENAS A LOUCURA GERAL DESSE ESTILO DE VIDA?
CP: Sim, e eu também fiquei sóbrea o que foi uma grande mudança, eu tive que ir para essa realização, eu precisava estar sóbrea, lá só tinha tristeza e escuridão, e então ficar sóbrea mudou toda minha vida de novo.

COMO É NÃO ESTAR SÓBREA?
CP: Bom, é muito ruim, mas no lado de fora ainda tinha coisas, ainda tinha o meu carro, um namorado, um emprego, seja o que fosse, mas eu estava tão triste e na escuridão, e eu sentia como se tivesse um buraco no meu peito que eu não podia preencher, e drogas, álcool, comida e caras não o preencheria. Minha percepção do mundo é um pouquinho fora do normal. E eu sinto que esse é a verdade para minha vida toda. Eu sempre me senti desconfortável. Sempre me senti diferente. Então isso se manifestou em diferentes áreas da minha vida, e drogas, álcool eram uma solução que faziam com que eu me sentisse parte de tudo e confiante. Eu pensava que ser alcólatra era um cara beber em baixo da ponte com um saco de papel marrom. Eu sempre pensava “Não, essa não sou eu. Estou bem, tenho só 21 anos. Estou bem.”
Mas tinha que fazer isso com os sentimentos e as emoções. Então comecei a acreditar que minha vida seria boa e comecei a me sentir bem quando fiquei sóbrea porque eu estava aberta a esta ideia, disso não ser o poder e a força na minha vida, mas algo a mais foi meio que me ajudando a sair disso.

FOI QUANDO VOCÊ VOLTOU PARA ORAÇÕES E OUTRAS COISAS?
CP: Oração, meditação. Antes de todo show eu digo “Eu não posso fazer isso, mas tudo vai ficar bem.”

FISICAMENTE QUAL SÃO SUAS MAIORES INSEGURANÇAS?
CP: Provavelmente, cabelo. Eu meio que era uma gorila. Eu sempre tive, tipo, monocelha, bigode. As pessoas costumavam me chamar de “Mustache Mama” (mamãe bigode), e eu não sabia, então me irritou muito quando eu descobri sobre isso. Então eu iria depilar. Isso é o que ninguém sabe.
Todo mundo diz, “Qual foi a primeira coisa que você comprou quando assinou um contrato?” E conto a todos que foi meu Mini Cooper, mas é uma mentira. Porque na verdade eu fui remover os pelos a laser, foi no momento que tive meu contrato! Então claramente eu tenho uma insegurança com isso.
Se alguém chegar muito perto do meu rosto, eu preciso ter certeza que nao tenho nenhum cabelo estranho no queixo que cresceu durante a noite. A forma como as mulheres se parecem em todos os lugares, na tv, online, você sabe, eu estou constantemente me comparando. Eu acho que nesse período, quando estava me sentindo insegura sobre meu corpo, o que usava no palco, não é porque eu realmente me importava, foi apenas porque era como se eu estivesse sendo enganada em pensar que era assim que eu deveria parecer. “Eu não pareço com isso, então eu não posso usar.”

ENTÃO VOCÊ ESTAVA DIZENDO, QUE PELOS ÚLTIMOS ANOS, ACHO QUE 2015, FOI A PRIMEIRA VEZ QUE VOCÊ ESTEVE SOLTEIRA AO LONGO DE TODO ESSE PERIODO?
CP: Eu tive um namorado desde o jardim de infância até o ultimo ano. Então eu relamente precisava ficar solteira. Eu sempre tive um namorado, eu não estava solteira, ou namorando um monte de pessoas, sempre foi um único cara, então eu acho que fiz o maior clichê de todo o mundo que foi, eu namorei meu guitarrista. Nós estavamos juntos todos os dias. De repente eu estava em turnê, em um país diferente, uma cidade diferente, e tinha aquele fofo guitarrista da minha banda, coberto de tatuagens, tocando piano, tão sonhador, cabelo grande, realmente sujo e emo, e tipo foi tão ruim em fazer a vida e eu precisava consertar, tinha esse cara todo bagunçado que eu nunca tinha conhecido na minha vida e eu estava tipo “Sim.”
Então eu namorei ele por um tempo, um ano e meio, e foi a relação menos saudável que já estive. Nós terminávamos todos os dias. Estar solteira nos primeiros meses foi estranho para mim, porque eu estava sentindo esse desejo de não estar sozinha, e esse desejo de ter alguém, e então quando isso foi embora, eu estava muito feliz, estava tão completa.

POR QUE SEU CORPO É UM BOM LUGAR PARA ESTAR?
CP: Eu estou permitindo a mim mesma me amar, não importa o que, não importa como eu me pareça, não importa como eu apareça para vida naquele dia, e isso é verdade. Essa não sou eu apenas dizendo isso, eu acho que há uma enorme diferença entre o eu de seis anos atrás e de dez anos atrás. Eu não poderia deixar a mim mesma, é claro, eu tenho dificuldade de sentir que sou bonita? Sim, mas eu me amo de todos as formas possíveis também. E eu estou me permitindo a ter essa jornada e continuar tentando, ser corajosa, isso traduz o amor para mim, sabe? Eu apenas tenho que estar bem com quem eu sou agora e então estar aberta e deixar o amor entrar.

Confira na nossa galeria as fotos divulgadas e os screencaps do vídeo.


PHOTOSHOOTS > 2016 > WHAT’S UNDERNEATH PROJECT


PHOTOSHOOTS > 2016 > WHAT’S UNDERNEATH PROJECT SCREENCAPS

Tradução: Fernanda Billerbeck

Algumas semanas atrás foi divulgada uma nova entrevista da cantora e compositora, Christina Perri. Na entrevista, Perri nos comove falando sobre sua doença mental e sobre vícios. Confira a baixo a tradução da matéria completa para o site The Mighty.

O que ajuda Christina Perri a passar pela depressão quando a vida é “demais”
A primeira lembrança de Christina Perri sobre a ideia de suicídio foi de quando ela tinha apenas 8 anos- uma experiência que afetou a cantora/compositora sua vida toda. Agora suas batalhas com ansiedade, depressão e vícios inspiram ela a escrever músicas que muitos que passam por isso as consideram hinos. Em um momento difícil na minha luta com um disturbio alimentar, um bom amigo meu tocou “I Believe”, e isso se tornou um dos meus hinos de recuperação. Para mim, essa música captura perfeitamente o ponto de encontro dessa luta, a força e a sensação de que “talvez eu realmente vou ficar bem.”

Perri, agora com 30 anos, noiva e esperando seu primeiro filho, recentemente se abriu em uma entrevista com The Mighty sobre terapia, como seus pais e noivo lidam com sua saúde mental e como, quando tudo mais falha, música a ajuda a sair da escuridão.

AO INICIAR TERAPIA QUANDO CRIANÇA:
Como muitos que lutam com sua saúde mental quando criança, Perri cresceu se sentindo geralmente “melancólica e peculiar”, mas não entendia que estava lutando com a depressão e ansiedada até estar mais velha. Ela se lembra, como criança, de estar “apaixoanda por sua família” mas também de sentir muita tristeza. Mais tarde, ela lutou com o vício.
Sua mãe reconheceu que havia algo errado enquando escolhiam um presente de natal para o professor do primário. “Eu me lembro de ameaçar me matar em uma loja de departamento por algo que minha mãe queria comprar,” Perri contou para o The Mighty. “Eu quis me jogar pelas escadas rolantes.
Sua mãe colocou ela na terapia logo depois, e 22 anos depois ela continua indo. “Eu amo terapia. Eu sou uma grande defensora disso,” ela disse, embora ela adimita que não estava disposta sobre ir até os 17 anos.

AO FALAR COM SEUS PAIS SOBRE DOENÇAS MENTAIS:
Apesar de seus pais colocarem-na em terapia depois dela expressar seus pensamentos suicidas, Perri disse que sua mãe realmente não entendeu sua luta até bem mais tarde, e seu pai ainda tem dificuldade em entender:
Minha mãe ficava, ‘O que tem de errado com voce?’ Ela não sabia como lidar comigo. Meu pai é da Itália, e ele ainda não entende a cultura americana… Ele dizia, ‘Fique boa, saia disso.’ Os dois são tão gentis e amáveis, mas eles simplismente não se conectam a isso.
Ela e seus pais estiveram no Al-Anon, um grupo de apoio para familiares e amigos daqueles que lutam com o alcoolismo. Perri disse que a linguagem usada no grupo ajudaram eles a se comunicar sobre sua saúde mental.

MEDICAÇÃO E LIDANDO (com a doença):
Perri tomou antidepressivos entre 10 e 14 anos de idade, mas ela não gostava da maneira que eles a faziam se sentir.
Me deixavam meio adormecida. Me lembro de não escrever e não gostar desse sentimento,” ela disse. “Mas quando eu encontrei a escrita e música, isso fez com que eu me sentisse melhor do qualquer medicação que tentei. Realmente me fez sentir melhor do que qualquer coisa. Eu estava tipo, “Ok, eu posso com a vida.
Ainda assim, mesmo com este novo mecanismo de enfrentamento, a depressão continuou. “A vida era muito para mim. Eu não me conectei com meus pares“, lembrou Perri. “Eles simplesmente não estavam tendo o peso que eu queria e eu simplesmente não tinha uma palavra para isso“.

CONTANDO PARA SEU NOIVO, PAUL, SOBRE SUA DOENÇA MENTAL:
Eu estava tão nervosa no momento em que o Paul descobriu que eu não sou ‘normal’. Paul não tem depressão, alcolismo ou ansiedade. Eu sempre tive vergonha da minha doença mental minha vida toda. Eu percebi que sou sortuda por ser uma compositora… mas ao mesmo tempo está enraizado em mim ter vergonha. Mas Paul não fugiu. Ele estava tão curioso e tem sido o melhor que você possa imaginar para uma pessoa como eu. Aberto e disposto a fazer qualquer coisa que eu precise. Quando eu disse a ele, ele falou, ‘Eu te amo mais.’
Perri disse que Paul não tentou consertá-la, em vez disso, ele reconhece suas lutas, sugere que ela faça algo quando está se isolando ou, às vezes, apenas faz uma caminhada ao redor do quarteirão com ela.

EM RECUPERAÇÃO E UMA MENSAGEM PARA AQUELES QUE ESTÃO LUTANDO:
Quando eu disse a Perri sobre minha conecção pessoal com “I Believe”, ela me agradeceu e contou quem a inspirou:
Eu entendo isso. Se você precisa disso naquele momento, é uma mudança de vida. Jason Mraz foi a pessoa para mim… Todos nós precisamos de lugares para colocar coisas. Para mim, é compor. É uma recuperação, é terapia. Essas são as coisas que me ajudaram a passar pela vida, mas eu continuo sendo aquela garota de 8 anos que anda por ai com todo esse peso.”
Quando perguntamos o que ela tem a dizer para aquele que sentem que lutar com doença mental é de mais, ela disse:
É temporário. Sempre é temporário. Aquele sentimento de queda livre sempre é temporário… Algo acontecerá que vai mudar minha percepção. É a prática de dizer, ‘Isso é horrível, mas você vai superar. É isso que salva a vida das pessoas.’

Fonte| Tradução: Fernanda Billerbeck

Em mais um recente entrevista, Christina Perri falou sobre a empolgação de abrir o show de Billy Joel, sobre a dificuldade de sua mãe manter a notícia em segredo. Perri também conta como foi seu mês fora da internet, fora do twitter e instagram. Confira a tradução.

O palco continua ficando maior para a cantora de Bensalem, Christina Perri.
No verão passado ela voltou para casa para um show no The Mann, este verão ela abrirá para Billy Joel no Citizens Bank Park. Os dois tocam neste sábado, 9 de Julho.
Nos encontramos com Perri na última semana e falamos sobre o aquecimento para o The Piano Man, a confusão de 4 de Julho e suas férias das redes sociais.

Originalmente você é de Bensalem, o quanto sua família está animada por você estar no palco do Citizens Bank Park?
Quando eu descobri sobre isso, eu contei tudo apenas para eles. Nós tivemos que manter isso por baixo dos panos por algum tempo antes de anunciar. Então ligar para minha mãe e dizer que ela não podia contar para ninguém foi muito difícil, porque minha mãe é cabeleireira em Bensalem. Todo cliente que iria lá seria como “yeah, eu vou ver Billy Joel”, e minha mãe morreria por dentro porque ela não podia contar a ninguém. Então na verdade isso foi bem legal, o momento que eu dei a ela o sinal verde para contar a todos. Muitos dos meus amigos e família realmente vão, porque é Billy Joel.

Esse show do Billy Joel no Citizens Bank Park está se tornando um tipo de tradição de verão por aqui. Ele fez isso há alguns anos atrás. Tem sido ótimo, então é otimo ter você fazendo parte disso neste ano.
Eu sou uma grande fã do Billy Joel. Não estou falando por falar. Ele é um dos meus heróis, e eu vi ele no Madison Square Garden. Ele é uma lenda, então eu não posso acreditar que vou me apresentar. Acho que ainda estou em choque. No segundo que eu sair do palco, vou me juntar a platéia e assistir seu show.

Antes de toda essa divulgação sobre Billy Joel, você ficou ficou off de suas redes sociais, ao que pareceu um longo tempo.
Um mês.

Não consigo imaginar isso. Como é não olhar o twitter, instagram, apenas desligar isso por um mês?
Na verdade foi algo agradável e renovador. Quero dizer o quanto amo minhas redes sociais porque é uma grande parte de toda minha vida e me conecta com todos, sinto que esse mês de folga foi minhas últimas férias antes de me jogar no álbum, e eu fui a Itália com minha família porque meu pai é de lá. Eu fui ao topo de uma montanha que de qualquer forma não tinha wifi mas foi realmente ótimo me desligar e estar totalmente presente.
Mas eu estou muito feliz de estar de volta. Na verdade eu senti falta de todo mundo. Todos os meus amigos imaginários.

Enquanto você estava no escuro sem suas redes sociais, anunciaram que você seria a atração principal de um grande show no dia 4 de Julho porque seria na Filadélfia. Então uma semana depois ouvimos que Christina Perri não seria parte disso porque você estava indisponível, então eu não poderia deixar de perguntar. Vou perguntar a você agora, o que aconteceu? Era para você ser parte desse show no Parkway ou não?
Eu nunca sequer ouvi sobre isso. Na verdade isso parte meu coração porque eu nunca vacilei com a Filadélfia, e eu nunca faria isso porque é minha cidade natal. Eu literalmente nunca ouvi sobre isso. E tem uma coisa, eu não poderia fazer isso por causa do show do Billy Joel. Porque eles eram perto de mais um do outro, então eu não seria capaz de fazer nem se eu tivesse ouvido sobre isso.
O fato é que em algúm lugar da linha os fios se cruzaram e alguém pensou que eu tinha dito SIM e postou sobre isso em todo lugar. Eu estou devastada.

A entrevista foi por áudio, e clicando no link da fonte, vocês podem ouvir o áudio completo.
Christina também fala sobre o terceiro álbum, que está no processo de composição, que não tem data de lançamento, e que a fase de composição é muito bonita para os artistas, e fala sobre não perder seus momentos de criação, e que sem o celular ela não sabe o que faria, já que a criatividade pode vir enquanto ela está dirigindo ou no avião, em qualquer lugar, então ela grava/escreve tudo no celular. O entrevistador comenta que no passado os compositores escreviam no papel as letras e Christina diz que acredita que é melhor escreve-las do que digitar, porque sua mão e cabeça estão conectadas com seu coração, muitos artistas diriam isso também, quando se escreve as letras é melhor.
Depois o entrevistador fala sobre o irmão de Christina, Nick Perri, pergunta como está a sua banda, Mount Holy e diz que está muito orgulhosa dele e que a banda é muito boa.
No final, Christina conta sobre um show ano passado em que do palco ela disse para todos irem comprar Wawa depois do seu show e postarem fotos no twitter pra ela ver. E no outro dia o presidente da Wawa ligou para o agente dela e comentou sobre as milhares de pessoas que foram comprar os produtos e no show seguinte em Bensalem, Wawa enviou muitas coisas para ela. Fim

Fonte | Tradução: Fernanda Billerbeck

Christina Perri concedeu uma entrevista ao site Metro, da Filadélfia. Nessa nova entrevista, Christina falou sobre a empolgação de dividir o palco com Billy Joel e sobre os quatro de sobriedade. Confira a tradução.

Christina Perri é uma cantora- compositora conhecida pelo mundo por seus hits “Jar Of Hearts” e “A Thousand Years” mas ela não se esqueceu de suas raízes – crescendo nas proximidades de Bucks County. A cantora de 29 anos estará em casa nesse sábado para abrir o show do lendário Billy Joel no Citizens Bank Part, e para visitar sua família. Conversamos com Perri sobre suas músicas favoritas de Billy Joel, seu novo álbum e quatro anos de sobriedade.

Como é a sensação de estar abrindo para Billy Joel em 9 de Julho?
Ainda não parece real. Quero dizer, ele é uma das minhas pessoas favoritas. Eu acho que sei todas as letras de cada música que ele já escreveu. Eu iria a este show se eu não fosse me apresentar nele. Isso é o quanto eu o amo. Estar dividindo o palco com ele, eu acho que provavelmente vou morrer um pouco. Eu não sei. Não posso imaginar. Vai ser o dia favorito da minha vida.

Você tem uma música favorita do Billy Joel?
Sim. Eu amo todas as clássicas que todos amam, mas acho que minha favorita é “Don’t Tell Me Why” ou “So It Goes”. Ele tocou “So It Goes” no último show em que eu fui – eu vou aos seus shows quando ele está por perto. Espero que ele toque essa de novo.

Você costuma visitar a Filadélfia frequentemente?
Sim. Eu me sinto muito sortuda apesar de ter estado em turnê por seis anos. Minha família está na Filadélfia e minha família está em primeiro lugar para mim. Toda vez que toco em casa, toda minha família vai ao show e essa é uma forma bem fácil de ver todos. Eu sempre tenho a certeza de ter um dia de folga antes ou depois do show, então eu posso ir para a casa dos meus pais, jantar com minha avó e passar todo o tempo que poder com eles. Eu diria que visito muito a Filadélfia.

Onde você gosta de ir quando está aqui?
Não posso mentir, eu vou ao Steve’s Steaks no segundo que chego. É o meu favorito. Eu não vou para o da cidade, porque esse é novo. Eu vou no Comely [Road] que é perto da minha escola. Esse é meu lugar favorito de sanduíches número um.

Eu li recentemente que você anunciou quatro anos de sobriedade. Você quer falar um pouco sobre isso?
Claro. Eu tomei essa decisão de parar tudo. Eu realmente não falo sobre isso há um tempo. E eu não tinha certeza se queria falar sobre isso porque eu não sabia como me sentiria e se seria uma promessa que eu cumpriria. Mas já estou há quatro anos e me sinto tão bem. Pareceu algo que eu estava realmente pronta para compartilhar porque eu tenho conversas muito emocionais com as pessoas nos meus shows e eu pensei que seria uma a mais que eu poderia ter.

Como isso mudou sua vida?
Sinto como se estivesse na minha versão favorita de mim. Eu nem sabia que poderia sentir essa certeza, esse presente e o orgulho das minhas decisões. Essa mudança mais óbvia em minha vida, que eu estou presente e certa. Eu sinto tudo. Quando você está sóbria você sente as coisas boas mas também sente a ansiedade e os nervos, todas essas coisas. Eu prefiro essa versão de mim.

Fonte | Tradução: Fernanda Billerbeck