11.04

Algumas semanas atrás foi divulgada uma nova entrevista da cantora e compositora, Christina Perri. Na entrevista, Perri nos comove falando sobre sua doença mental e sobre vícios. Confira a baixo a tradução da matéria completa para o site The Mighty.

O que ajuda Christina Perri a passar pela depressão quando a vida é “demais”
A primeira lembrança de Christina Perri sobre a ideia de suicídio foi de quando ela tinha apenas 8 anos- uma experiência que afetou a cantora/compositora sua vida toda. Agora suas batalhas com ansiedade, depressão e vícios inspiram ela a escrever músicas que muitos que passam por isso as consideram hinos. Em um momento difícil na minha luta com um disturbio alimentar, um bom amigo meu tocou “I Believe”, e isso se tornou um dos meus hinos de recuperação. Para mim, essa música captura perfeitamente o ponto de encontro dessa luta, a força e a sensação de que “talvez eu realmente vou ficar bem.”

Perri, agora com 30 anos, noiva e esperando seu primeiro filho, recentemente se abriu em uma entrevista com The Mighty sobre terapia, como seus pais e noivo lidam com sua saúde mental e como, quando tudo mais falha, música a ajuda a sair da escuridão.

AO INICIAR TERAPIA QUANDO CRIANÇA:
Como muitos que lutam com sua saúde mental quando criança, Perri cresceu se sentindo geralmente “melancólica e peculiar”, mas não entendia que estava lutando com a depressão e ansiedada até estar mais velha. Ela se lembra, como criança, de estar “apaixoanda por sua família” mas também de sentir muita tristeza. Mais tarde, ela lutou com o vício.
Sua mãe reconheceu que havia algo errado enquando escolhiam um presente de natal para o professor do primário. “Eu me lembro de ameaçar me matar em uma loja de departamento por algo que minha mãe queria comprar,” Perri contou para o The Mighty. “Eu quis me jogar pelas escadas rolantes.
Sua mãe colocou ela na terapia logo depois, e 22 anos depois ela continua indo. “Eu amo terapia. Eu sou uma grande defensora disso,” ela disse, embora ela adimita que não estava disposta sobre ir até os 17 anos.

AO FALAR COM SEUS PAIS SOBRE DOENÇAS MENTAIS:
Apesar de seus pais colocarem-na em terapia depois dela expressar seus pensamentos suicidas, Perri disse que sua mãe realmente não entendeu sua luta até bem mais tarde, e seu pai ainda tem dificuldade em entender:
Minha mãe ficava, ‘O que tem de errado com voce?’ Ela não sabia como lidar comigo. Meu pai é da Itália, e ele ainda não entende a cultura americana… Ele dizia, ‘Fique boa, saia disso.’ Os dois são tão gentis e amáveis, mas eles simplismente não se conectam a isso.
Ela e seus pais estiveram no Al-Anon, um grupo de apoio para familiares e amigos daqueles que lutam com o alcoolismo. Perri disse que a linguagem usada no grupo ajudaram eles a se comunicar sobre sua saúde mental.

MEDICAÇÃO E LIDANDO (com a doença):
Perri tomou antidepressivos entre 10 e 14 anos de idade, mas ela não gostava da maneira que eles a faziam se sentir.
Me deixavam meio adormecida. Me lembro de não escrever e não gostar desse sentimento,” ela disse. “Mas quando eu encontrei a escrita e música, isso fez com que eu me sentisse melhor do qualquer medicação que tentei. Realmente me fez sentir melhor do que qualquer coisa. Eu estava tipo, “Ok, eu posso com a vida.
Ainda assim, mesmo com este novo mecanismo de enfrentamento, a depressão continuou. “A vida era muito para mim. Eu não me conectei com meus pares“, lembrou Perri. “Eles simplesmente não estavam tendo o peso que eu queria e eu simplesmente não tinha uma palavra para isso“.

CONTANDO PARA SEU NOIVO, PAUL, SOBRE SUA DOENÇA MENTAL:
Eu estava tão nervosa no momento em que o Paul descobriu que eu não sou ‘normal’. Paul não tem depressão, alcolismo ou ansiedade. Eu sempre tive vergonha da minha doença mental minha vida toda. Eu percebi que sou sortuda por ser uma compositora… mas ao mesmo tempo está enraizado em mim ter vergonha. Mas Paul não fugiu. Ele estava tão curioso e tem sido o melhor que você possa imaginar para uma pessoa como eu. Aberto e disposto a fazer qualquer coisa que eu precise. Quando eu disse a ele, ele falou, ‘Eu te amo mais.’
Perri disse que Paul não tentou consertá-la, em vez disso, ele reconhece suas lutas, sugere que ela faça algo quando está se isolando ou, às vezes, apenas faz uma caminhada ao redor do quarteirão com ela.

EM RECUPERAÇÃO E UMA MENSAGEM PARA AQUELES QUE ESTÃO LUTANDO:
Quando eu disse a Perri sobre minha conecção pessoal com “I Believe”, ela me agradeceu e contou quem a inspirou:
Eu entendo isso. Se você precisa disso naquele momento, é uma mudança de vida. Jason Mraz foi a pessoa para mim… Todos nós precisamos de lugares para colocar coisas. Para mim, é compor. É uma recuperação, é terapia. Essas são as coisas que me ajudaram a passar pela vida, mas eu continuo sendo aquela garota de 8 anos que anda por ai com todo esse peso.”
Quando perguntamos o que ela tem a dizer para aquele que sentem que lutar com doença mental é de mais, ela disse:
É temporário. Sempre é temporário. Aquele sentimento de queda livre sempre é temporário… Algo acontecerá que vai mudar minha percepção. É a prática de dizer, ‘Isso é horrível, mas você vai superar. É isso que salva a vida das pessoas.’

Fonte| Tradução: Fernanda Billerbeck